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Confissões de um Deus Amante

(Elaborado a partir dos versos do Sri Caitanya-caritamrta, Adi-līlā cap. 4)




Krsna das Kaviraj Gosvami, autor do Sri Caitanya-caritamrta, antes de revelar em seu livro a intimidade do casal divino Sri Radha-Krsna, explica o porquê de ter feito isso, mesmo que algumas pessoas pudessem fazer uma análise mundana desses passatempos, blasfemando a pureza do caráter transcendental do casal divino.


“Não é apropriado revelar todas essas conclusões em público – diz ele. Porém, caso não sejam reveladas, ninguém as compreenderá, da maneira correta. Portanto, revelando somente a essência, vou mencioná-las de modo que os devotos amorosos as entendam, mas os tolos não. Todas essas conclusões são como galhos recém-crescidos de uma mangueira; são sempre satisfatórias para os devotos, que se assemelham-se aos cucos. Os não-devotos, que são como camelos, são incapazes de compreender tais temas. Portanto, há um júbilo especial em meu coração."


Krsna disse: "Todo o universo está repleto do conceito de Minha majestade, mas, o amor enfraquecido por esse senso de majestade não Me satisfaz."


"Se alguém Me considera o Senhor Supremo e considera-se subordinado a Mim, jamais Me tornarei subalterno a esse amor, nem poderá tal amor Me controlar."


"Correspondo com Meu devoto de acordo com a doçura transcendental através da qual ele Me adora. Este é Meu comportamento natural."


“Se alguém nutre devoção amorosa pura por Mim, considerando-Me seu filho, seu amigo ou amante, considerando-Me igual ou inferior a ele, então torno-Me subordinado a esse devoto."


"Os seres vivos conquistam a vida eterna prestando-Me serviço devocional. Ó Minhas queridas donzelas de Vraja, vossa afeição por Mim é vossa boa fortuna, pois este é o único meio pelo qual obtivestes o Meu favor."


“Às vezes, mamãe castiga-Me como a um filho. Ela Me alimenta e Me protege, considerando-Me totalmente desamparado."


"Meus amigos sobem em Meus ombros com amizade pura, dizendo: 'Que espécie de grande homem és Tu? Tu e eu somos iguais!'"


"Se Minha amada Me repreende com raiva, isso furta Minha mente dos reverentes hinos dos Vedas."


"Levando esses devotos puros Comigo, vou descender e Me divertir de diversas maneiras maravilhosas, que são desconhecidas mesmo em Vaikuntha. Vou difundir esses passatempos com os quais até Eu Me espanto."


“A influência de yogamaya vai inspirar as gopis com o sentimento de que Eu sou o amante delas. E nem as gopis nem Eu perceberemos isso, pois nossas mentes estarão sempre fascinadas pela beleza e qualidades um do outro. O apego puro irá nos unir mesmo em detrimento de deveres morais e religiosos. Mas às vezes, o destino irá nos unir e outras vezes separar."


"Vou saborear a essência de todos esses amores e, dessa maneira, favorecerei a todos os Meus devotos. Cada classe de devoto acha que seu sentimento é o mais excelente, e assim, com esse espírito, experimentam grande felicidade junto a Mim. Mas se compararmos cada um desses sentimentos de modo imparcial, descobriremos que o sentimento conjugal é superior a todos os outros em doçura. Os devotos experimentam um amor crescente em diversos sabores, um acima do outro. Mas, o amor que tem o sabor mais elevado nesta sucessão gradual de desejos, manifesta-se sob a forma do amor conjugal."


Esta tendência está presente no amor de todas as donzelas de Vraja, porém, a perfeição deste encontra-se apenas em Srimati Radhika.

Seu amor puro e maduro ultrapassa o de todas as demais. É por causa do amor dEla que o Senhor Krsna saboreia a doçura da relação conjugal.


Portanto, o Senhor Gouranga, que é o próprio Sri Krsna, aceitou os sentimentos de Radha e, assim, satisfez Seus próprios desejos.


Krsna desejou saborear as nectáreas e ilimitadas doçuras do amor de uma dentre Sua multidão de donzelas amorosas, Sri Rādhā, e assim assumiu a forma do Senhor Chaitanya. Ele saboreou este amor enquanto ocultava Sua própria cor azulada sob a cor dourada e refulgente dEla. Que este Senhor Chaitanya nos conceda Sua graça.


Radha e Krsna são idênticos, porém, assumiram dois corpos. Assim, Eles desfrutam Um do Outro, saboreando as doçuras do amor.

Srimati Radhika é a transformação do amor de Krsna. Ela é Sua energia interna chamada Hladini.


Essa energia Hladini dá prazer a Krsna e nutre Seus devotos. A essência da potência Hladini é o amor a Deus, a essência do amor a Deus é a emoção [bhava] e o desenvolvimento final da

emoção é mahabhava.


Srimati Radha Thakurani é a personificação de mahabhava. Ela é o repositório de todas as boas qualidades e a joia mais preciosa entre todas as amantes de Krsna.


A mente, os sentidos e o corpo dEla são saturados de amor por Krsna. Ela é a própria energia de Krsna e O ajuda em Seus passatempos.


As amadas consortes do Senhor Krsna são de três tipos: as deusas da fortuna, as rainhas de Dvaraka e as vaqueirinhas de Vraja. Todas essas consortes provém de Srimati Radhika. As deusas da fortuna são manifestações parciais de Srimati Radhika, e as rainhas são reflexos da imagem dEla. As Vraja-devis são expansões de Rādhā e os instrumentos para expandir a rasa. Sem muitas consortes, não há tanto júbilo na rasa. Portanto, há muitas manifestações de Srimati Radhika como auxiliares nos passatempos amorosos de Krsna.

Entre elas estão vários grupos de amantes em Vraja que tem variedades de sentimentos e doçuras. Elas ajudam o Senhor Krsna a saborear toda a doçura da dança da rasa e de outros passatempos.


Rādhā é aquela que dá prazer a Govinda e também A que encanta Govinda. Ela é a vida e a alma de Govinda, e a joia mais preciosa dentre todas as consortes dEle.


A Deusa transcendental Srimati Radhika é o complemento direto do Senhor Krsna. Ela é a figura central para todas as deusas da fortuna. Ela possui toda a atratividade para atrair a todo-atrativa Personalidade de Deus. Ela é a potência interna primordial do Senhor.''


A palavra "Devi" significa "resplandente e belíssima.'' Ou, ainda, significa "a morada da adoração e das aventuras amorosas do Senhor Krsna”.


"Krsna-mayi" significa "aquela cujo interior e exterior são o Senhor Krsna.'' Ela vê o Senhor Krsna onde quer que lance Seu olhar.

Ou, ainda, Ela é idêntica ao Senhor Krsna, pois corporifica as doçuras do amor. A energia do Senhor Krsna é idêntica a Ele.


A adoração dEla consiste em satisfazer os desejos dEle. Portanto, os Puranas chamam-nA de Radhika.


O nome Radha deriva-se da raiz da palavra ‘aradhana’, que significa ‘adoração’. Portanto, aquela que supera a todas em devoção é chamada de Radhika.


Durante a dança da rāsa, as gopis disseram: "Ela tem adorado a Personalidade de Deus de verdade. Portanto, o Senhor Govinda, estando satisfeito, levou-A a um local solitário, deixando a nós todas para trás."


Portanto, Rādhā é parama-devata, a Deusa Suprema, e Ela é adorável para todos. Ela é a protetora de todos e é a Mãe do universo inteiro.


“Sarva-laxmi” indica que Ela representa plenamente as seis opulências de Krsna. Portanto, Ela é a energia suprema do Senhor Krsna.

A palavra "sarva-kanti" indica que toda a beleza e fulgor repousam no corpo dEla. A beleza de todas as laxmis deriva dEla. ‘Kanti’ pode tambem significar "todos os desejos do Senhor Krsna”. Todos os desejos dEle descansam em Srimati Radhika. Ela satisfaz a todos os desejos de Krsna.

Krsna encanta o mundo inteiro, mas Sri Radha encanta inclusive a Ele. Portanto, Ela é a Deusa Suprema.

Sri Radha é o poder pleno, e Krsna é o possuidor deste poder. Os dois não são diferentes, como evidenciam as escrituras reveladas. De fato, Eles são o mesmo, assim como o almíscar e sua fragrância são inseparáveis, ou como o fogo e seu calor.

Assim, Radha e Krsna são um só, todavia, aceitam duas formas para desfrutar de Seus doces passatempos.


Krsna diz: "Sou a causa primordial de todas as rasas. Sou a verdade espiritual plena e sou feito de alegria plena, mas o amor de Srimati Radharani deixa-Me louco. Não compreendo o quão profundo é o amor de Radha, com o qual Ela sempre Me arrebata. O amor de Radha é Meu mestre e Eu sou Seu discípulo dançarino. O amor dEla Me faz dançar.”


"Todo o prazer que Eu sinto ao saborear Meu amor por Srimati Radhika, Ela saboreia dez milhões de vezes mais do que Eu. Assim como Eu sou a morada de todas as qualidades mutuamente contraditórias, da mesma forma, o amor de Rādhā é sempre repleto de contradições, semelhantes às minhas."


O amor de Rādhā é onipenetrante, não deixando lugar para expansão, Mas mesmo assim, expande-se constantemente. Decerto, não há nada superior ao amor dEla, porém, Seu amor é desprovido de orgulho, o que demonstra o quão grande ele é. Todas as glórias ao amor de Radha que, apesar de ser onipenetrante, tende a aumentar a cada instante. Apesar de ser importante, é desprovido de orgulho. E, embora puro, é sempre cercado de duplicidade.''


“Srimati Radhika é a morada máxima desse amor, cujo único objeto sou Eu. Saboreio a bem-aventurança que cabe ao objeto do amor. Mas, o prazer de Radha, a morada desse amor, é dez milhões de vezes maior. Se Eu puder alguma vez ser a morada desse amor, somente então poderei experimentar a alegria que Ela sente ao desfrutar de Mim.''


"Todos dizem que Eu sou a bem-aventurança total, pleno de todas as rasas. O mundo inteiro obtém prazer de Mim. Acaso haveria alguém capaz de Me dar prazer? Alguém que tivesse cem vezes mais qualidades do que Eu poderia dar prazer à Minha mente. Mas é impossivel encontrar no mundo alguém mais qualificado do que Eu. Somente em Radha, porém, sinto a presença de alguém que pode dar-Me prazer."


"Embora Minha beleza derrote a beleza de dez milhões de cupidos, embora seja inigualável e insuperável e encha de prazer aos três mundos, ver Radharani dá-Me prazer aos olhos."


A vibração de Minha flauta transcendental atrai os três mundos, mas Meus ouvidos ficam encantados com as doces palavras de Srimati Radhika.


Embora Meu corpo empreste aroma a toda a criação, o perfume dos membros do corpo de Radharani cativa Minha mente e Meu coração.''


Embora toda a criação seja plena de diferentes sabores por Minha causa, fico encantado com o sabor nectáreo dos lábios de Srimati Radharani."


E embora Meu toque seja mais refrescante do que dez milhões de luas, o toque de Srimati Radhika Me refresca.


Assim, embora Eu seja a fonte da felicidade de toda a existência, a beleza e os atributos de Radha são Minha vida e alma."


Dessa maneira podem ser compreendidos os Meus sentimentos afetuosos por Srimati Radhika, mas, analisando-os, acho-os contraditórios."


Meus olhos satisfazem-se plenamente ao olhar para Srimati Radharani. Porém, olhando-Me, Ela avança mais ainda em satisfação.


O murmúrio dos bambus friccionando-se uns contra os outros, que é semelhante ao som da flauta, furta a consciência de Radharani, pois Ela pensa que é o som de Minha flauta. E Ela, então, abraça uma árvore tamal, confundindo-a Comigo."


‘Consegui o abraço de Sri Krsna’, pensa Ela, ‘de modo que agora Minha vida está completa.’ Assim, Ela permanece imersa em agradar a Krsna, apertando a árvore em Seus braços.


Quando uma brisa favorável tráz até Ela o aroma de Meu corpo, Ela fica cega de amor e tenta voar naquela brisa."


“Ó, Minha querida e auspiciosa Radharani, Teu corpo é a fonte de toda a beleza. Teus lábios vermelhos são mais suaves do que o sentido da doçura imortal, Teu rosto tem o aroma de uma flor de lótus, Tuas doces palavras derrotam o canto do cuco e os membros de Teu corpo são mais refrescantes do que a polpa de sândalo. Todos os Meus sentidos transcendentais enchem-se de prazer extático ao saborear-Te, pois Tu és inteiramente enfeitada de belas qualidades."


"Os olhos dEla encantam-se com a beleza do Senhor Krsna. Seu corpo estremece de prazer ao toque dEle. Seus ouvidos são sempre atraídos pela doce voz dEle, Suas narinas encantam-se com a fragrância dEle e Sua língua anseia pelo néctar dos macios lábios dEle. Ela abaixa Seu rosto de lótus, fingindo exercitar auto-controle, mas não pode deixar de mostrar os sinais externos de Seu amor espontâneo por Krsna."


“Levando tudo isso em consideração, posso compreender que há alguma doçura desconhecida em Mim que controla toda a existência de Minha cativadora, Srimati Radhika. Vivo ansioso por saborear a alegria que Radha obtém de Mim."


A despeito de vários esforços, não tenho sido capaz de saboreá-la. Porém, Meu desejo de experimentar esse prazer aumenta à medida que saboreio Sua doçura.”

Aparecerei no mundo material só para saborear essas doçuras. Vou saborear as doçuras do amor puro de diversas maneiras.''


"Vou ensinar o serviço devocional, que brota do amor espontâneo dos devotos, demonstrando-o pessoalmente com Meus passatempos."


"Mas, é impossível realizar esses desejos enquanto Eu estiver na posição oposta. A menos que Eu aceite o brilho do amor extático de Srimati Radhika, Meus desejos não poderão ser satisfeitos. Portanto, assumindo os sentimentos e a cor do corpo de Radharani, vou descer para satisfazer três desejos."


“Desejando compreender as glórias do amor de Srimati Radhika, a incomparável doçura dEle que Ela sozinha desfruta através de Seu amor, e a felicidade que Ela sente quando desfruta desta doçura, Krsna, na forma de Sri Caitanya Mahaprabhu, magnanimamente dotado de tais sentimentos, surge do ventre de Srimati Saci-devi, assim como a lua surge do oceano.” (Cc Ädi 1.6)


Pensando dessa maneira, o Senhor Krsna ficou curioso para saborear aquele amor. Seu ávido desejo de ter aquele amor ardia cada vez mais em Seu coração.

"Minha doçura é maravilhosa, infinita e plena. Ninguém nos três mundos pode descobrir seu limite. Somente Radhika, porém, pela intensidade de Seu amor, saboreia todo o néctar de Minha doçura. Embora o amor de Radha seja puro como um espelho, sua pureza aumenta a cada momento."


"Minha doçura também não tem como expandir-se, não obstante, ela brilha diante desse espelho com beleza sempre nova. Há uma competição constante entre Minha doçura e o espelho do amor de Radha. Embora ambos estejam sempre ampliando-se, nenhum deles conhece a derrota. Se contemplo Minha doçura num espelho, sinto-Me inclinado a saboreá-la, todavia, não posso. E se delibero sobre como saboreá-la, descubro que anseio estar na posição de Radha.''


"Quem pode manifestar uma abundância de doçura maior do que a Minha, e que não foi jamais experimentada antes e que surpreende a todos? Ai de Mim! Eu próprio, com Minha mente confundida ao ver Minha beleza, desejo impetuosamente desfrutá-la como o faz Srimati Radhika."


A sede de quem sempre bebe o nectar dessa doçura não é jamais satisfeita. Pelo contrário, essa sede aumenta cada vez mais.

O desejo de alguém de satisfazer os próprios sentidos é luxúria, mas o desejo de satisfazer os sentidos do Senhor Krsna é amor.


Costumes sociais, preceitos das escrituras, necessidades do corpo, ação fruitiva, timidez, paciência, prazeres corporais, auto-satisfação e o caminho de varnashrama dharma, que são difíceis de abandonar - as gopis renunciaram a tudo isso. Elas renunciaram aos seus próprios parentes e à punição e repreensão deles, em nome de seu serviço ao Senhor Krsna. Elas prestam-Lhe serviço amoroso para o prazer dEle. Isto chama-se apego firme, imaculadamente puro como uma roupa limpa que não tem manchas.

Portanto, luxúria e amor tem muita diferença. A luxúria é como a densa escuridão, mas o amor é como o sol brilhante. Assim, não há sequer uma ínfima mácula de luxúria no amor das gopis. A relação que elas mantém com Krsna é somente em beneficio do prazer dEle. As gopis não se importam com seus prazeres ou suas dores pessoais. Todas as suas atividades físicas e mentais estão voltadas para oferecer prazer a Krsna.

Anteriormente, o Senhor Krsna prometera corresponder com Seus devotos de acordo com a maneira que eles O adorassem. Mas esta promessa foi quebrada em relação a adoração das gopis, como o próprio Krsna admite:

“Ó gopis, não sou capaz de retribuir Minha dívida por vosso serviço imaculado, mesmo que para tal tivesse toda uma vida de Brahmá. Vossa ligação comigo é incensurável. Adorastes-Me, cortando todos os laços familiares, que são tão difíceis de romper. Portanto, por favor, que vossos próprios atos gloriosos sejam vossa recompensa.''

“Ó Arjuna, não há maiores receptáculos de profundo amor por Mim do que as gopis, que limpam e enfeitam seus corpos porque os consideram Meus."


Há outra característica maravilhosa da emoção das gopīs cujo poder está além da compreensão mundana: Quando vêem o Senhor Krsna, as gopis sentem uma bem-aventurança ilimitada, mesmo que não desejem tal prazer. E ainda assim, experimentam um prazer dez milhões de vezes maior do que o prazer que Krsna sente ao vê-las. As gopis não se sentem inclinadas ao próprio prazer, e, mesmo assim, a alegria delas aumenta. Isto é deveras uma contradição.

Ao ver as gopis, a alegria do Senhor Krsna aumenta e Sua doçura incomparável também aumenta. A beleza do Senhor Krsna aumenta ante a visão da beleza das gopis. E quanto mais as gopis vêem a beleza de Krsna, tanto mais aumenta a beleza delas. Dessa maneira, acontece uma competição entre eles, em que ambos não conhecem a derrota.


Krsna obtém prazer da beleza e das boas qualidades das gopis. E, ao verem o prazer dEle, a alegria das gopis aumenta. A felicidade da morada do amor está na felicidade do objeto desse amor. Este não é um relacionamento com desejo de satisfação pessoal.


Quando um fluxo de lágrimas de amor extático inundou os olhos de lótus de Srimati Radhika, Ela condenou com veemência este amor, por que foi impedida de continuar vendo Govinda.

O amor natural das gopīs é desprovido de qualquer vestígio de luxúria e é impecável, brilhante e puro como o ouro derretido. As gopis são ajudantes, mestras, amigas, esposas, queridas discípulas, confidentes e criadas de Krsna.


“Ó Partha, falo-te a verdade. As gopis são Minhas ajudantes, mestras, discípulas, criadas, amigas e consortes. Não sei o que elas não são para Mim."

"Ó Partha, as gopis conhecem Minha grandeza, Meu serviço amoroso, o respeito por Mim e Minha mentalidade. Outros não podem realmente conhecer essas coisas."

"Ó Partha, em todos os três sistemas planetários, esta Terra é especialmente afortunada, pois nela está a cidade de Vrndavana. E ali as gopis são especialmente gloriosas, porque, entre elas, está Minha Srimati Radharani.''

Entre as gopis, Srimati Radhika é a principal. Ela supera a todas em beleza, em boas qualidades, em boa fortuna, e, acima de tudo, em amor.


Assim como Rādhā é querida ao Senhor Krsna, da mesma maneira, o lago dEla [Radha-kunda] Lhe é muito querido. De todas as gopis, apenas Ela é a mais querida dEle."


O Senhor Krsna, deixou de lado as outras gopis durante a dança da rasa e levou Srimati Radhika em Seu coração, pois é Ela quem ajuda o Senhor a compreender a essência dos desejos dEle.''


Srila A.C Bhakti Vedanta Swami Prabhupāda comenta sobre essas revelações:


“O Senhor é tão misericordioso que desce pessoalmente para levar as almas caídas de volta ao lar, ao reino de Deus, onde os princípios eróticos de Deus são saboreados eternamente sob sua forma verdadeira, distinta do pervertido amor sexual tão adorado e praticado pelas almas caídas em sua condição doentia. A razão porque o Senhor revela a rasa-līlā é essencialmente para induzir todas as almas caídas a abandonar sua moralidade e religiosidade doentias e atraí-las ao reino de Deus, onde poderão desfrutar da realidade transcendental. Uma pessoa que realmente entender o que é a rasa-līlā, com certeza odiará entregar-se à vida sexual. Para a alma auto-realizada, ouvir a rasa-lila de Krsna, através de um canal adequado, resultará em total abstinência do prazer sexual.


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